Situação INSUSTENTÁVEL no arroz

Estamos presenciando uma crise muito grave no setor produtivo da cadeia do arroz. Custo alto de produção, com baixíssimo preço de compra pelo mercado. Custa R$26,00 em média no RS para se produzir um saco de 50 kg, e vende-se a preço de hoje a R$ 18,00. INSUSTENTÁVEL!

Muito produtor já está quebrado e não sabe, pois não conseguirá honrar seus compromissos nesta safra. Que dirá plantar a próxima.

Mês passado escrevi um artigo sobre isso, mas na visão de que cada produtor tenha de rever seu projeto, visando o lucro. Continuo com minhas convicções. Mas agora, entendo que se não tiver uma ajuda governamental, a região arrozeira do RS estará em situação falimentar.

Sugiro aos governistas, se aliem a nossa classe para resolvermos esse problema, que julgo de enriquecimento ilícito de parte da indústria compradora, vez que na prateleira o arroz ainda não baixou de preço. Ou seja, nem os consumidores estão tendo o benefício dessa supersafra e portanto superprodução desse nobre alimento que é o arroz.

Uma boa ação governamental seria receber os débitos vencidos e vincendos, baseados no preço mínimo do arroz, que está cotado a R$ 25,80. Seria uma ajuda e tanto nessa hora…

Outra medida, agora no estado, seria o estado cobrar seu ICMS no preço da comercialização, vez que cobra (pasmem leitores) sobre uma pauta cotada a R$ 26,80, R$ 1,00 acima do mínimo oficial, que nem o governo federal assume.

O barco está afundando e ninguém assume nada…

Por isso, é que hoje às 15 horas no Parque de Exposições Dr. Lauro Dornelles em Alegrete, estaremos engrossando as fileiras dos produtores para protestar. Afinal, dinheiro para a Copa do Mundo, para o Trem Bala Campinas-RJ, para as Olimpíadas, isso tem…

Essa crise no arroz é de todos os municípios que dependem dele. É portanto social, vez que um grande contingente de pessoas vive da atividade no campo. Vai haver novo êxodo, quando se fala em assentar famílias no campo. Talvez muito maior do que as famílias a serem assentadas! Saldo negativo no campo, mais uma vez.

A orizicultura é uma atividade da agricultura familiar, independente do tamanho do empreendimento. Será que é difícil de aceitar isso, Presidente Dilma?

Vamos protestar!

Quem sabe os políticos nos ouçam… afinal vivem dos nossos votos. Ou troquemos de votos se não resolverem!